Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

sábado, 28 de setembro de 2019

Pausa

                               


                                  Pausa

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Freguesia de Vale das Fontes, Nuzedo de Baixo e Minas


A freguesia de Vale das Fontes dista 17 quilómetros da sede do concelho e está situada próximo da margem direita do rio Tuela. Ocupa uma área de 16,65 quilómetros quadrados, onde também se inclui o lugar de Nuzedo de Baixo, antiga e importante freguesia independente, e o lugar de Minas.
O território desta freguesia foi povoado desde muito cedo como atesta a sua arqueologia. A sudeste da povoação de Vale das Fontes, num fragueiro sobranceiro ao Tuela, a uma altitude de 550 metros existe um castro, a que se chama o “Muradal”, por parecer um muro sobre o rio. O topónimo é deveras apropriado, pois ainda hoje se pode verificar e percorrer a linha de muralha, que teria vários metros de altura na sua parte noroeste, a mais vulnerável. O facto de a pedra utilizada ser o granito contribuiu para a conservação da linha defensiva até aos nossos dias.
O aparecimento no local de fragmentos de cerâmica feita à mão, datável da Idade do Bronze, testemunha a antiguidade deste castro, um dos mais bem conservados e estrategicamente melhor situados de todo o concelho. Mas o Muradal não é o único castro desta freguesia. Como Carlos Patrício escreveu, “numa das muitas curvas do rio existe um monte em forma de pata de cavalo, encimado por alguns penhascos de xisto, chamado Castrilhão. E a magia do nome e do lugar atraíram a minha curiosidade! E um dia, há já vários anos, fui ver se as minhas suspeitas se confirmavam. E anotem só o resultado: Mós de granito bonitas e às dezenas, cerâmica muita e variada, contas de colar, algumas enigmáticas, e muitas outras coisas”. No sopé do Muradal, junto ao rio está a Torca ou Pala dos Vermelhos. Trata-se de uma gruta /abrigo natural que terá sido aproveitada e ocupada desde tempos remotos, não havendo no entanto grandes estudos arqueológicos sobre essa ocupação. Serviu de abrigo a republicanos fugidos à vitória franquista na vizinha Espanha, que conseguiram aqui sobreviver graças à preciosa ajuda dos moradores desta freguesia. Não é fácil chegar a esse e outros buracos que nem sequer são visíveis à distância. Quando, em Agosto de 1940, o Exército português quis capturar os resistentes “rojos” teve de requisitar uma avioneta para fazer o reconhecimento do local. O excesso de peso e as dificuldades do relevo fizeram com que o pequeno aparelho do patrão das minas, Charles Lindley, se despenhasse. Lá ficou sepultado numa capelinha no alto do morro de Santa Bárbara, que se vislumbra quando se chega perto de Nuzedo de Baixo. É neste lugar que se situa o famoso complexo mineiro de Nuzedo/Ervedosa, actualmente paralisado. Fez acorrer à região gentes de origens e culturas diferentes que, enraizadas, deram origem a uma população mista, com traços antropológicos distintos da que permaneceu na zona norte. A exploração de estanho prolongou-se desde os árabes, segundo uns, desde o Bronze Final, segundo outros, até ao ano de 1969, quando os proprietários ingleses abandonaram a mina a céu aberto. Muitas centenas de pessoas emigraram. Resta a memória de uma época áurea, ao ponto de o geógrafo Carlos Patrício dizer que a aldeia era o centro do mundo: há mais de meio século já tinha central eléctrica, ruas calcetadas, água canalizada, cinema de manivela e um campo de futebol, que também servia para o avião do patrão aterrar. Hoje é um autêntico museu de arqueologia industrial, com fornos de arsénico junto ao bairro mineiro, chaminés em degradação, máquinas enferrujadas, vagões fora dos carris, uma ponte suspensa de cabos de ferro e, sobretudo, ruínas de casas no melhor estilo inglês. Ao tempo da Nacionalidade já o actual território desta freguesia se encontrava repovoado. Sobre Vale das Fontes, propriamente, não há indicações antigas, mas o seu orago manifesta essa antiguidade já que o culto de S. Bartolomeu se espalhou nesta parte da Península Ibérica entre os séculos X - XII. Embora as Inquirições não citem qualquer igreja daquela invocação, é de crer que aqui existisse uma qualquer ermida dedicada ao apóstolo. Já quanto a Nuzedo deparamos nas Inquirições de 1258 com um grande manancial de informações. Por elas ficamos a saber que D. Afonso Henriques doou, em data desconhecida, a um Fernando de Anaia, metade da “villa” de “Luzedo qui vocatur de sub castelo”, e este indivíduo, provavelmente fidalgo, doou-a ao mosteiro de Cedões ou Monte do Ramo. Nesta época, toda a actual freguesia de Vale das Fontes, ainda inexistente, era, com o lugar de Nozedo, que apesar de ter igreja, dedicada a Santa Maria, não era paróquia ainda, da freguesia de S. Lourenço de Rebordelo. Depois do século XIV ou XV, dentro da abadia de Rebordelo apareceram pelo menos as paróquias filiais, ou curatos providos pelo abade, de Vale das Fontes e de Nozedo. Foi por esta altura, ou já no século XVI, que o orago da última passou a ser Nossa Senhora da Expectação. Mas a partir do século XVIII, a então freguesia de Nozedo entrou numa fase de decadência, que se revelaria imparável. Nos meados do século, contrastando com a quase estagnação demográfica das freguesias vizinhas, havia já perdido sessenta por cento da sua população. Pouco depois, passava a ser a mais pequena freguesia das redondezas, apresentando apenas mais quatro fogos do que a quinta da Soutilha. Na primeira metade do século XIX dava-se a sua extinção e consequente anexação a Vale das Fontes. Municipal e administrativamente, todas as povoações da actual freguesia de Vale das Fontes foram termo de Vinhais desde a fundação do castelo e da vila, nos fins do século XII, em que aparece Vinhais como “terra”.
Fonte: Junta de Freguesia de Vale das Fontes, Nuzedo de Baixo e Minas




































terça-feira, 10 de setembro de 2019

Nossa Senhora dos Remédios. Festa?


Festa de Nossa Senhora dos Remédios_este ano não se cumpriu a tradição. Uma festinha para a Virgem, Nossa Senhora dos Remédios. Manteve-se a devoção do povo.




































segunda-feira, 9 de setembro de 2019

domingo, 8 de setembro de 2019

Utentes da Estrutura Residencial Dr.ª Perpétua Fins Tavares, em passeio


Os utentes da Estrutura Residencial Dr.ª Perpétua Fins Tavares, aproveitando o dia mais fresco e soalheiro foram passear, bem acompanhados, claro. Nas escadas do Adro houve uma pausa para um merecido descanso ou, simplesmente, para usufruir do sol da manhã.




































sábado, 7 de setembro de 2019

No Já Está, em Vilar de Lomba



Esta semana fui almoçar a Vilar de Lomba, ao Sr.º Fernando, ao Fernandinho como é conhecido . Vale a pena palmilhar tanto caminho, entrar no Já Está, e ser recebido com a transparência característica da gente de Lomba. É uma pessoa desassombrada, diz o que pensa com uma certa ironia, e conta muitas histórias, que envolvem animais, caçadas e muito mais.
O almoço? O trivial bacalhau cozido com grão e batata, servido com a simpatia de sempre. Ou não. Por vezes, o Fernandinho, anda de candeias às avessas.




































sexta-feira, 6 de setembro de 2019

A casa dos meus avós vai ser restaurada


A casa dos meus avós, que, agora, é propriedade da minha prima Isabel, vai ser restaurada. E eu sinto uma enorme alegria por poder ver renascer a imponência desta casa, de tão gratas memórias.




































quarta-feira, 4 de setembro de 2019

As Terras de Lomba são uma região do actual concelho de Vinhais


As Terras de Lomba são uma região do actual concelho de Vinhais, Distrito de Bragança, Portugal.
A sua origem e identidade próprias derivam de seu isolamento e prosperidade em tempos longínquos. É uma terra mesopotâmica, isto porque corresponde a um planalto ou lomba confinado entre os rios Mente e Rabaçal que correm paralelamente até se reunirem no extremo meridional.

Abrange 14 aldeias, todas elas devem parte do seu nome à terra a que pertencem, seguindo a seguinte construção"...de Lomba": Cisterna, Vilarinho, Quirás, Edroso, Passos, Vilar Sêco, Gestosa, Frades, Edral, Ferreiros, Sandim, Brito, Vilar, São Jumil; e 2 quintas, a quinta de Tresmonte e a quinta de Amanso.
É uma região habitada deste tempos remotos, com ricos vestígios da cultura castreja. Foi concelho por vários séculos, tendo-lhe sido concedido foral por D. Dinis em 1311 e 1324, inicialmente teve como sede S. João de Lomba (que já não existe actualmente) e posteriormente Vilar Sêco de Lomba. Chegaram a integrar esse concelho as freguesias de Pinheiro Novo e Segirei que estão fora dos seus limites físicos, mas que gozavam de grande isolamento em relação a outras localidades que não as de Lomba.O concelho de Lomba foi extinto em 1836.
Em 1801 tinha 2 348 habitantes. Actualmente esta região não deve ser habitada por mais de 1000 pessoas.

Os registos de hoje são da Quinta do Amanso, do antigo povoado e das propriedades que se instalaram à volta, tendo como fundo o Rabaçal, em cujas águas se reflectem. São estas águas que tornam a Quinta do Amanso mais verde, mais produtiva, mais atraente.




































terça-feira, 3 de setembro de 2019

Não há fome que não dê em fartura


Não há fome que não dê em fartura, diz o povo na sua enorme sabedoria.
Na mesma linha de pensamento, também afirma, que, depois de Maio vem S. João.
Pois, é o que eu digo. Ontem dia de festa, em casa dos meus Primos, claro. Hoje, em minha casa, é Segunda Feira Magra_ com uma excelente sopa de feijão verde e courgete, vindos de Roriz. Os outros ingredientes, muitos, foram cultivados no meu quintal.
Eu gosto muito de sopa, mas tem muita mão de obra!
Por vezes, opto pela sopa da vizinha.




































segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Hoje, o almoço a merenda e a ceia, foram em Faiões


Hoje, o almoço a merenda e a ceia, foram em Faiões, terra do meu coração e das minhas raízes familiares.
Passei um dia em cheio_boa comida e boa companhia. A boa disposição do Zé e as anedotas que vai contando, fazem-me, sempre, soltar sonoras gargalhadas.
Eu já conheço muitas, mas hoje ouvi uma novinha, para mim:
Dois GNR chegaram a Faiões, em serviço, e um mais atrevidote, resolveu entrar com uma moradora, de resposta pronta.
Bom dia, diz o GNR, diga-me uma coisa, nós estamos em Faiões, certo? Sim, senhor Guarda estão em Faiões, respondeu a senhora. É aquela terra que tem trinta moradores e quarenta ladrões, continuou o Agente.
Sim é essa mesma, ripostou a moradora. Mas olhe sr. Guarda isso era dantes. Agora, esses, estão todos na GNR.
E lá foram os agentes de autoridade de rabinho entre as pernas.




































domingo, 1 de setembro de 2019

Hoje vou a Faiões




Hoje, vou almoçar a casa dos meus primos. Antes disso tenho de postar os seus cães de caça. Uns animais excelentes para acompanhar e ajudar o dono, nesses veraneios por montes e vales.
Mas, os modelos são tão irrequietos, que é muito difícil apanhar uma pose agradável. Mesmo assim, dá para ver a excelência destes cães!
Se não fizesse esta postagem, hoje não tinha almoço.





































sábado, 31 de agosto de 2019

Festa em honra de Nossa Senhora da Saúde_solene Procissão de Dia




FESTA EM HONRA DE NOSSA SENHORA DA SAÚDE - VALPAÇOS 2019
Grandiosa procissão e missa em honra de Nossa Senhora da Saúde. Partilhar a vida e a fé com a minha comunidade. 




































segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Festa dos emigrantes_a escolha do largo e o derrube das árvores



A festa de Agosto, festa dos emigrantes, já acabou há muito, mas as árvores selvaticamente derrubadas, ou quase, vão ficar, durante muito tempo, a atestar este atentado, esta incúria, este golpe desferido contra o ambiente. Eu explico_para passar um conjunto de grandes dimensões, que fez a sua exibição no Largo da Feira, junto do Lar Dr.ª Perpétua Fins Tavares e do cemitério desta terra, foi necessário interferir, desastrosamente, contra umas árvores que embelezavam o espaço e davam sombra no Verão. Não fosse a intervenção rápida e oportuna de um vizinho, indignado, elas seriam abatidas.
No meu entender, e no de muita gente que ouvi, nem todas as festas do Concelho justificavam o derrube de uma só árvore.
Isto, é tanto mais grave, porque na minha terra existem três largos, melhores que o referenciado, onde se poderia fazer a festa poupando as árvores e dando sossego aos utentes do Lar.
Já nem falo do cemitério, onde tantas lágrimas têm sido vertidas, agora voltado para a música para a sueca para os copos para as discussões e mais, e mais. Mas isto é tudo uma questão de sensibilidade, de respeito. Ou se tem, ou não há nada a fazer.
E se falamos de sensibilidade ambiental oiçam o que aconteceu em S. Lourenço, muito perto daqui, há mais de cem anos. Muito mais. Foi delimitado um terreno para construção de uma casa. Nesse espaço existia uma pereira. O projecto foi feito de modo a poupar a pereira, que ainda hoje espreita por um buraco da parede, e brinda os moradores com deliciosas pêras. E com tudo o mais que as árvores, generosamente, nos fornecem.




































domingo, 25 de agosto de 2019

Cornipos regados com o ouro de Suçães, o melhor azeite que já saboreei



Ora então aqui está o fruto do meu trabalho, leva muito tempo a preparar os cornipos, e do meu vizinho que os semeou e cuidou.
Bons? É pouco. Estavam divinais!
Regados com o ouro de Suçães, o melhor azeite que já saboreei.




































sábado, 24 de agosto de 2019

REMODELAÇÃO E AMPLIAÇÃO DO HOSPITAL| INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS

REMODELAÇÃO E AMPLIAÇÃO DO HOSPITAL| INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS 

Na próxima segunda-feira, dia 2 de Setembro chegam diretamente da Holanda e começam a ser instalados pela Philips Portuguesa SA, Health Systhem: - Um TAC de 16 Cortes/Baixa Radiação e dois Aparelhos Digitais de Raio X. 
Desta forma o nosso hospital ficará dotado de modernos equipamentos na área da Imagiologia, ao serviço das populações de toda a região de Trás-os-Montes.



































quinta-feira, 22 de agosto de 2019

A praia fluvial de Segirei fica integrada no Parque Natural do Montesinho


Se há lugares onde a natureza foi pródiga, este é um deles. Junto à aldeia de Segirei, na margem direita do Mente, a praia é um espaço arborizado, verde, muito verde. O rio é, agora, um grande lago, de águas represadas, para alegria dos banhistas e amantes de outros desportos. E esta água é límpida, clarinha e quente, como pude observar pelo comportamento dos que arriscavam uma banhoca, nesta tarde quente de Agosto. Depois há, ainda, o céu muito azul, que se espelha nas águas do Mente e lhe acentua a cor. E sobre estas águas os alfaiates, os alfaiates da minha meninice que se movimentavam no tanque perto da minha casa, esses mesmos alfaiates, fazem acrobacias a um ritmo alucinante. 
Nas árvores que bordam as margens do Mente a passarada atira melodias em forma de trinados, um deleite para os ouvidos de quem assiste ao concerto. Os habitantes de Segirei, cuidam esta praia, este tesouro que lhes foi confiado e que baptizaram com o nome da aldeia. 
A praia fluvial de Segirei fica integrada no Parque Natural do Montesinho, com uma envolvência privilegiada, um lugar lindo, onde se respira paz.




































quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Hospital de Valpaços_em breve, uma realidade



PRESIDENTE DA UNIÃO DAS MISERICÓRDIAS PORTUGUESAS VISITA O NOVO HOSPITAL DE VALPAÇOS

Hoje tivemos a honra de receber o Dr. Manuel de Lemos, Presidente da UMP. A visita teve como objetivo fundamental tomar contato com as obras de Remodelação e Ampliação do Hospital de Valpaços, bem como preparar todo o processo de licenciamento e os Acordos de Coooperação com o Ministério da Saúde.
Na reunião realizada no Salão Nobre de Misericórdia participou igualmente o Presidente da Câmara Municipal, parceiro estratégico neste processo de reabertura do Hospital. 
O Dr. Manuel de Lemos deixou uma mensagem de grande satisfação pela qualidade das novas instalações do Hospital, que na sua perspetiva engrandecem não só a Misericórdia de Valpaços, mas também todas as Misericórdias Portuguesas.
Fonte: Município Valpaços




































terça-feira, 20 de agosto de 2019

O gavião do Zé


Bastante semelhante ao açor, o gavião tem menores dimensões, 
sendo uma das mais pequenas aves de rapina diurnas da nossa 
avifauna. O macho exibe uma tonalidade rosa no peito e abdómen, 
que está ausente no açor. O macho e a fêmea, tal como no açor
exibem notórias diferenças de dimensão, sendo a fêmea 
significativamente maior. A cauda proporcionalmente mais 
comprida que o seu congénere permite também separar as duas 
espécies. Em comum possuem as barras horizontais das partes 
inferiores, barras na cauda e uma tonalidade cinzento-prateada no 
dorso, bico curto e robusto e patas longas
Abundância e calendário
Espécie pouco abundante, o gavião é principalmente residente, 
podendo contudo ver os seus números aumentados durante o 
Outono e Inverno com a chegada de aves invernantes vindas do 
norte da Europa. Como nidificante, distribui-se sobretudo pelo norte 
do país, acompanhando as zonas florestadas. A sul do Tejo tem 
uma distribuição mais esparsa.
Fonte: avesdeportugal.info.