Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.
É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.
Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.
Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.
A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".
A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.
4 comentários:
Amêndoas doces seus olhos são
Como são seus beijos, iguarias.
A tez veludosa são brumas macias;
Sua boca um agigantado coração.
Cristais nevados, os dedos da mão;
Os lóbulos enfeitados de ametistas;
O colo colorado por áureo cordão...
Uma pintura! Um retrato de delícias!
Os lábios são libidinosos e vermelhos.
Tanto que parecem duas rosas,
Tão cheias que orvalho transborda
Fazendo das folhas, onde caem,
Espelhos.
Amêndoas doces seus olhos são
Como seus dedos cristais nevados;
Seu universo meus tantos pecados;
Sua boca um agigantado coração.
Beijos doces para ti
Amêndoas doces seus olhos são
Como são seus beijos, iguarias.
A tez veludosa são brumas macias;
Sua boca um agigantado coração.
Cristais nevados, os dedos da mão;
Os lóbulos enfeitados de ametistas;
O colo colorado por áureo cordão...
Uma pintura! Um retrato de delícias!
Os lábios são libidinosos e vermelhos.
Tanto que parecem duas rosas,
Tão cheias que orvalho transborda
Fazendo das folhas, onde caem,
Espelhos.
Amêndoas doces seus olhos são
Como seus dedos cristais nevados;
Seu universo meus tantos pecados;
Sua boca um agigantado coração.
Beijos doces para ti
Cara Profª Graça,
Boas memórias e Bons sabores! Combinação perfeita.
abs
Ó anónimo do meu coração! Esse poema era mesmo para mim?
Lindo! Gostei imenso.
Só não gostei do anonimato.
Beijinho
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